Ozzy Osbourne

Madman no Brasil (Estádio do Palmeiras 05/04/2008)
 
Se você quiser saber como foi o Monsters of Rock em 1995, clique no link
 
 
 
Depois de já tê-lo visto com tamanha tremedeira que mal conseguia segurar o microfone na mão, das notícias de seu grave acidente de quadriciclo, cérebro que virou geléia, que é fantoche de sua esposa e empresária Sharon que tira dólar até de pedra, etc. eu esperava ver uma figura patética e quase estática no palco, cantando com dificuldade alguns de seus clássicos.
 
 
Faça-se aqui um parênteses, quem assistiu ao excelente DVD que o Rush gravou ao vivo no Rio, deve ter visto a cena dos extras em que Alex Lifeson (guitarrista) toma um café da manhã no hotel com sua esposa e segura o bule de café chacoalhando-o de um lado para o outro, imitando de forma caricata a tremedeira de Ozzy, enquanto chama por Sharon - Sharon. É maldoso, mas muito hilário, fecha-se o parênteses.
 
 
Ozzy Osboune surpreendeu a todos. Com seus 60 anos, estava mais em forma do que no Rock in Rio de 1982, começou com I don´t want to stop do trabalho novo - que apesar da guitarra suja, me agradou - músicas de várias fases de sua carreira, incluindo crazy train, bark at the moon, Mr. Crowley, no more tears... e naturalmente clássicos do Black Sabbath como war pigs, suicide solution e a inevitável e absolutamente obrigatória paranoid.
 
 
É claro que ficava repitindo coisas com let's go fucking crazy e não cansava de pedir para a galera entoar o grito Olê, olê, olê - Ozzy - Ozzy entre cada uma das músicas. Depois da 4a. começou a encher o saco, mas o público de umas 40 mil pessoas que entupiu o estádio do Palmeiras estava incansável. 
 
O mad man divertia-se como uma criança atirando baldes d'água na platéia, enquanto Zakk Wylde fazia os solos, mas engraçado mesmo era ver o desespero dos seguranças na frente do palco correndo como galinhas, cada um para um lado, cada vez que Ozzy aparecia com um balde na mão.
 
 
A banda, como não podia deixar de ser, extremamente competente, contando inclusive com Adam Wakeman nos teclados, isso mesmo, o filho de Rick Wakeman, coitado, já o vi tocando com o pai e não teve a oportunidade de mostrar nem 1% de seu talento aqui.
 
Mas o grande destaque, sem dúvida, foi Zakk, no melhor estilo Jimi Hendrix, solou guitarra nas costas e com os dentes, mas acabou chamando a atenção por outro motivo além de seu talento e pose de viking. Parece que no quarto do hotel, entre uma bebeira e outra, teve um ataque de bichisse e andou atirando coisas contra as paredes, entre elas garrafas de whisky, o que lhe custou um belo corte na mão. Diga-se de passagem, coisa mais fora de moda, se fosse nos anos 70 tudo bem, mas hoje em dia... Bem, do meio do show pra frente, o corte abriu e cheguei a achar que o show fosse ser interrompido, pois estava feio e sangrava MUITO, mas viking que é viking não liga para um cortezinho à-toa.
 
 
No final, o principe das trevas, como alguns insistem em chama-lo, pediu que Deus nos abençoasse e nos conduzisse a salvo até nossas casas e aconselhou-nos a take care of your ass.
 
Ricardo
 
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