Radio Moscow 22/01/2016 - Inferno
Bar
Ontem fui assistir ao sétimo episódio da saga Star
Wars, que deixou de lado qualquer tipo de enredo que exigisse alguma atenção de
seus expectadores. Basicamente se trata dos maus atacando os bonzinhos e ambos
procurando Luke Skywalker. Apesar de não exigir mais do que dois neurônios
ativos de qualquer um para entender a trama, saí do cinema deprimido. A princesa
Leia, que no primeiro episódio era uma jovenzinha até bonitinha, hoje é uma
senhora com a qual o tempo não foi muito gentil, para não falar no Luke
Skywalker que está um bagaço. Quando olhei no espelho em casa vi um velho de
cabelo desgrenhado e barba mal feita, aparentando mais idade que o Harrison
Ford com 73 anos, aliás, o único da velha safra que se salvava no
filme. Como Deus salva e o rock alivia, fui ao
Inferno Bar para me recuperar e ver novamente Radio Moscow. Logo que cheguei
encontrei Parker Griggs, cumprimentei-o e disse que o havia visto no Rio de
Janeiro da última vez, em 2014. "Oh, and you are back! Thank you!" Sua
voz calma e movimentos suaves em nada se parecem com o sujeito que sobe no
palco, maltrata sua guitarra e profere seu cantar com paixão e fúria.
Numa noite de power trios, o primeiro a se
apresentar foi o Hammerhead Blues (SP), que não me despertou
grandes emoções e não consegui entrar no clima para curtir.
Depois veio Augostine Azul, banda
da Paraíba, porreta! Um hard instrumental de personalidade que achei
muito legal.
Um furacão chamado Radio Moscow Em mais um show viceral, fizeram um apresentação
arrasadora, para uma galera que sabia o que estava ouvindo, que chegou a cantar
algumas músicas junto, como a pancadaria de So Alone. Como um furacão musical que arrastou consigo o que
tinha de mais pesado do início dos anos 70, tocaram, entre várias, I Just Don't
Know, I Don't Need Nobody, So Alone, Before It Burns, e destaco o blues
explosivo de 250 Miles.
Que este furacão não perca a força e que volte sempre!
[]'s
Ricardo
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